Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

“tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas”. - A. S. Exupéry


                      Existem sentimentos que pomos lá no fundinho do nosso coração, assim muito escondidos, como uma caixinha de madeira com um laçarote de croché, e que teimamos deixar num cantinho de uma estante, mesmo que tal caixinha com o tal laçarote de croché não combine com o resto da casa... Na grande maioria das vezes não são perceptíveis mas estão lá sempre, e em qualquer momento podem voltar... 
                    Sábado, deparei-me com um desses sentimentos! Fazia imenso tempo que não pensava nele, mas isso não significa que ele não estivesse guardadinho na tal caixinha de madeira todos estes dias.. 
                      Uma vez que se gosta a sério de uma pessoa, iremos gostar dela para sempre.. Não importa se ela um dia te magoe. Não importa se a odiamos, ou não. O amor estará lá. Porque o amor é algo que damos sem permissão e sem recibo de troca! Quando sofremos por amor...temos duas soluções: ou amarramos, sequestramos, e torturamos o nosso "problema", e a certa altura nos esquecemos e continuamos a nossa vida, pois de tão bem escondido e amarrado que está nunca mais o conseguiremos sentir ou, (como eu) , enfeitamos com um laçarote de croché e deixamos ali, quietinho, no cantinho da estante da sala de estar, que é o nosso coração...
                  Mas, como referi em cima, no sábado, fechei os olhos e visualizei esse tal sentimento que, apesar de todo o tempo passado... continua ali, brilhante e inocente, dentro da caixinha de madeira, ao cantinho da estante, como sempre foi e como, pelos vistos sempre será.
          Lembrei-me do tempo em que pensava que ia ter um amor para toda a vida..que ingénua.. eu sei!..Mas na altura acabei por pensar em alguém que eu cuidasse e por troca me amasse e protegesse.. Alguém com quem eu pudesse fazer qualquer coisa de extraordinário, ou, simplesmente, ficar ao lado dele sem fazer nada - ambas as hipóteses são igualmente boas e felizes. 
                      Hoje sei que não fui tão importante na vida dele quanto ele na minha. Depois de tantos anos meses essas pequenas coisas já não me doem mais. Eu gostei dele, e de certa maneira, continuo a gostar... é verdade. Mas esse é um sentimento meu, que só EU sinto. Um sentimento quase infantil, inocente e...egoísta.
                         Qual o lado bom que ele me proporcionou? Fez-me lembrar que, hoje, mais do que nunca, ainda quero as mesmas coisas simples que sempre desejei. Pois mesmo estando longe dele, ainda consigo mandar vibrações de carinho e afecto puros e reais. Não sei se ele as recebe ou não, mas o tempo ensinou-me que assim, descubro que querer o bem dele é uma forma de me amar também, de valorizar o que há de melhor em mim. 
                         Nunca poderás saber deste texto, e é por isso que não lhe conheces a existência, muito menos saberás que é de e para ti que se trata. É que este texto é tudo o que neste momento deves saber e tudo o que jamais, poderás conhecer
.. Por isso, se um dia, passares aqui por mera curiosidade e leres por acaso o que agora te digo, segue em frente e não entendas que o escrevi para ti, entende então qu
e estas palavras não se destinam a ninguém mas que ainda assim, as dirijo apenas e só a ti. Pois esta foi a forma que eu encontrei de uma maneira quase infantil de dizer que esta caixinha não te fechou as portas.. 
Contudo, ainda guardo esse sentimento como o meu pequeno tesouro.Mas se por acaso um dia chegares e chamares por mim, não farei mais do que dar-te as chaves que tão bem escondem tais sentimentos...essas chaves que  serão e sempre foram tuas.

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

           Sempre olhei para a minha vida como um desafio/ um jogo/ um quebra-cabeças com milhares e milhares de peças. Muitas das vezes tentei juntá-las, para desvendar o segredo que nele se escondia.             Um dia consegui obter uma pequena imagem que me fez sorrir.. Mas com a felicidade esqueci-me que o meu quebra-cabeças ainda não estava acabado, e que aquela era só uma pequena imagem, um pequeno momento da minha vida. Esse momento acabou por ser um desafio, muito pior do que eu estava à espera.. Acabou por se tornar num pesadelo! Durante esse momento eu pensei que a minha vida já não fazia sentido, que nunca mais voltaria a ser como era dantes, que a felicidade não passava de uma memória longínqua... Senti-me vazia e cada vez mais triste a cada segundo que passava, mas foi então que voltei a lembrar-me do meu quebra-cabeças inacabado, daquilo que ainda me faltava viver e descobrir.
        No verão a minha felicidade voltou.. e neste momento estou debruçada sobre ele, a pensar, a pensar e a pensar e posso dizer que estou muito, mas muito feliz.. o meu jogo cada vez está mais nítido, agora sim, sei onde pertenço, sei que encontrei o meu lugar!